Invenção pseudoartística neológica
E é este o vendedor de quadros de rua
Artes contemporâneas perdidas num tempo
De verdades mascaradas em palavra nua
Onde este é mais um desenho da realidade que invento.
(Não sei se é característica própria, por vezes até é preferível achar que sim, de um modo anestésico faz-me sentir especial. )
Escrevo sobre nada mas é o tudo que me perfaz
Refaço a naturalidade em escrita abençoada
Mas julgo ser o único a quem ela satisfaz.
E ironicamente, vou contemplando a criação da rima forçada.
Crendo espetacularidade no deleito que ela faz.
(Procuro ser criador de uma arte invulgar e inovadora, em que em as palavras fáceis são substituídas por sinónimos que aprimorem uma escultura duradoura. )
Tristes são as horas longas de lucidez em que as palavras causam sentido.
Numa realidade em que a qual não revejo abrigo.
Alojando na memoria a esperança que esta articulação utópica de vocábulos não despareça.
Seja ela recriada por cada leitor que a mereça.
Pois a arte é uma magia singular que articula o inexistente.
Esse fenómeno tão especial de fonte geradora a mente.