abril302013
Invenção pseudoartística neológica

E é este o vendedor de quadros de rua
Artes contemporâneas perdidas num tempo
De verdades mascaradas em palavra nua
Onde este é mais um desenho da realidade que invento.

(Não sei se é característica própria, por vezes até é preferível achar que sim, de um modo anestésico faz-me sentir especial. )

Escrevo sobre nada mas é o tudo que me perfaz
Refaço a naturalidade em escrita abençoada
Mas julgo ser o único a quem ela satisfaz.
E ironicamente, vou contemplando a criação da rima forçada.
Crendo espetacularidade no deleito que ela faz.

(Procuro ser criador de uma arte invulgar e inovadora, em que em as palavras fáceis são substituídas por sinónimos que aprimorem uma escultura duradoura. )

Tristes são as horas longas de lucidez em que as palavras causam sentido.
 Numa realidade em que a qual não revejo abrigo. 

Alojando na memoria a esperança que esta articulação utópica de vocábulos não despareça. 
Seja ela recriada por cada leitor que a mereça.

Pois a arte é uma magia singular que articula o inexistente.
 Esse fenómeno tão especial de fonte geradora a mente.

Invenção pseudoartística neológica

E é este o vendedor de quadros de rua
Artes contemporâneas perdidas num tempo
De verdades mascaradas em palavra nua
Onde este é mais um desenho da realidade que invento.

(Não sei se é característica própria, por vezes até é preferível achar que sim, de um modo anestésico faz-me sentir especial. )

Escrevo sobre nada mas é o tudo que me perfaz
Refaço a naturalidade em escrita abençoada
Mas julgo ser o único a quem ela satisfaz.
E ironicamente, vou contemplando a criação da rima forçada.
Crendo espetacularidade no deleito que ela faz.

(Procuro ser criador de uma arte invulgar e inovadora, em que em as palavras fáceis são substituídas por sinónimos que aprimorem uma escultura duradoura. )

Tristes são as horas longas de lucidez em que as palavras causam sentido.
Numa realidade em que a qual não revejo abrigo.

Alojando na memoria a esperança que esta articulação utópica de vocábulos não despareça.
Seja ela recriada por cada leitor que a mereça.

Pois a arte é uma magia singular que articula o inexistente.
Esse fenómeno tão especial de fonte geradora a mente.

fevereiro232013
A dor do presente é sentir que no futuro o passado não volta. E divagamos no barco da lembrança em mar da memória e a saudade desperta numa metamorfose de dor intemporal, porque o presente é o passado de amanhã. E isto hoje, já é ontem. Ontem que doí no tempo de hoje e por nunca mais poder ser ontem!

A dor do presente é sentir que no futuro o passado não volta. E divagamos no barco da lembrança em mar da memória e a saudade desperta numa metamorfose de dor intemporal, porque o presente é o passado de amanhã. E isto hoje, já é ontem. Ontem que doí no tempo de hoje e por nunca mais poder ser ontem!

dezembro12012
“Desconstruções”

Hoje é tempo de partir numa nova busca.
Abalarei a descoberta de uma renovada terra e de remodelados sonhos que na verdade não existem, pois esses que tinha, ficaram presos nas poeiras das linhas do tempo, e outros tantos foram queimados na chama de uma vela que ironicamente celebra anualidade.
E o que até então, se apresentava como um eterno e infindável presente, acrescenta agora um pretérito saudoso. 
São argumentos genéticos inalteráveis, de uma filosofia biológica dura de aceitar como ciência. Os axónios começam a fazer sentido, e os versos de Pessoa alimentam confusão de um raciocínio a tornar-se fluente.
Restruturamos objetivos e perdemos a magica industria criadora da magnificência.

“Desconstruções”

Hoje é tempo de partir numa nova busca.
Abalarei a descoberta de uma renovada terra e de remodelados sonhos que na verdade não existem, pois esses que tinha, ficaram presos nas poeiras das linhas do tempo, e outros tantos foram queimados na chama de uma vela que ironicamente celebra anualidade.
E o que até então, se apresentava como um eterno e infindável presente, acrescenta agora um pretérito saudoso.
São argumentos genéticos inalteráveis, de uma filosofia biológica dura de aceitar como ciência. Os axónios começam a fazer sentido, e os versos de Pessoa alimentam confusão de um raciocínio a tornar-se fluente.
Restruturamos objetivos e perdemos a magica industria criadora da magnificência.

outubro152012
Suprime o teu intelecto nas disfarçadas frases sem sentido.
Nos dilemas existenciais e nas questões fulcrais de vida.
Não sucumbas a qualquer desejo perdido.
Insiste, na vontade de estar, pensar e agir.
Age perante o impulso e controla-te quando a razão surgir.

Não percas o rasto ao teu caminho. 
Colhe as lembranças e construi memórias futuras.
Fragmentadas recordações num futuro imaginário.
Nessa vertente tão tua de extraordinário. 

Vive aquilo que queres viver, não o que possas.
Porque poder são estorvos do pensamento.
E sem eles, não existe lugar para o lamento.
Não esgotes as opções, desenvolve a panóplia das suas saídas.

Pode, no final, estar tudo mal.
Ir em contra aos sermões moralmente proclamados por qualquer prelado 
Mas terás desenhado em tela viva o teu próprio legado.

Suprime o teu intelecto nas disfarçadas frases sem sentido.
Nos dilemas existenciais e nas questões fulcrais de vida.
Não sucumbas a qualquer desejo perdido.
Insiste, na vontade de estar, pensar e agir.
Age perante o impulso e controla-te quando a razão surgir.

Não percas o rasto ao teu caminho.
Colhe as lembranças e construi memórias futuras.
Fragmentadas recordações num futuro imaginário.
Nessa vertente tão tua de extraordinário.

Vive aquilo que queres viver, não o que possas.
Porque poder são estorvos do pensamento.
E sem eles, não existe lugar para o lamento.
Não esgotes as opções, desenvolve a panóplia das suas saídas.

Pode, no final, estar tudo mal.
Ir em contra aos sermões moralmente proclamados por qualquer prelado
Mas terás desenhado em tela viva o teu próprio legado.

setembro262012
Rascunhos! 

Hoje estou triste e penso, 
O porquê da alegria não ser pensamento.
Nunca refletimos quando estamos felizes.
E agora, todo o tempo chora 
E o povo diz que é a hora.

Neste velho tempo, o presente não sorri.
E o futuro? Esse já nem dentes têm.
As leis são hoje ilegais, e a minha vontade de escrever sucumbe à falta da mesma.
As palavras amigas, de horas sem tempo ,que no passado foram alento dão lugar a rabiscos de tinta que encontra significado vulgar no dicionário.
Não sei como escrever, a arte em mim adormeceu e a inspiração está dissipada numa poeira inerte que ainda não desapareceu. 
Cresce, todos os dias em mim, o medo por aquilo que não sei, quando antes, o único receio era, o de não chegar a saber. E o inocente fascínio do conhecer, aquela curiosidade que serve de alimento ao nosso imaginário é hoje o quimo ou quilo de uma digestão inacabada, parada num tempo sem retorno.
Presentemente o tempo é de tal forma triste e chove tanto, que se Descartes hoje vive-se, diria de espanto “ preocupo-me, logo existo” 
E um dia mais tarde, os livros quando se referirem ao passado de hoje não serão começados pelo tradicional cliché do “ era uma vez ….” Mas dará lugar uma narrativa factual histórica, provavelmente começada por “em meados do séc. XXI viveu-se…..” Que servirá de exemplo a um futuro presente, de uma história passada, triste e deprimente.

“Renascentis ex cineribus et redit in vestri admissos equus, protectio dignitatem nostram et attollit in vestigiis huius eminebat. Imperium que fuit olim tuis! “

Rascunhos!

Hoje estou triste e penso,
O porquê da alegria não ser pensamento.
Nunca refletimos quando estamos felizes.
E agora, todo o tempo chora
E o povo diz que é a hora.

Neste velho tempo, o presente não sorri.
E o futuro? Esse já nem dentes têm.
As leis são hoje ilegais, e a minha vontade de escrever sucumbe à falta da mesma.
As palavras amigas, de horas sem tempo ,que no passado foram alento dão lugar a rabiscos de tinta que encontra significado vulgar no dicionário.
Não sei como escrever, a arte em mim adormeceu e a inspiração está dissipada numa poeira inerte que ainda não desapareceu.
Cresce, todos os dias em mim, o medo por aquilo que não sei, quando antes, o único receio era, o de não chegar a saber. E o inocente fascínio do conhecer, aquela curiosidade que serve de alimento ao nosso imaginário é hoje o quimo ou quilo de uma digestão inacabada, parada num tempo sem retorno.
Presentemente o tempo é de tal forma triste e chove tanto, que se Descartes hoje vive-se, diria de espanto “ preocupo-me, logo existo”
E um dia mais tarde, os livros quando se referirem ao passado de hoje não serão começados pelo tradicional cliché do “ era uma vez ….” Mas dará lugar uma narrativa factual histórica, provavelmente começada por “em meados do séc. XXI viveu-se…..” Que servirá de exemplo a um futuro presente, de uma história passada, triste e deprimente.

“Renascentis ex cineribus et redit in vestri admissos equus, protectio dignitatem nostram et attollit in vestigiis huius eminebat. Imperium que fuit olim tuis! “

setembro172012
Sociedade XXI

Estamos Inseridos numa sociedade moribunda. A crise, a recessão e os constantes aumentos dos preços acentuam cada vez mais as dificuldades existentes.
Todos verbalizamos as nossas indignações e lamentos. Estamos submersos numa ideia de crise mundial inevitável o que nos serve de desculpa para todas as nossas ações ou a ausência delas.
Adotamos esta ideias de um presente falhado e
nada fazemos para contrariar este facto.
Vivemos iludidos na ideia de um futuro melhor, esperando algo que ninguém sabe bem o que é. Cedemos a medos e a facilidades, mas onde ficam os nossos sonhos? As nossas ambições? É assim que vamos viver?
Sucumbimos a receios estúpidos e não lutamos pelo que realmente queremos, e o que nos faz feliz, por aquilo que sonhamos, só porque nos parece inatingível, caindo na mentalidade de fatal destino.
É nesta sociedade que queres estar inserido? Dá vida a tua existência. Recria o teu mundo!

Sociedade XXI

Estamos Inseridos numa sociedade moribunda. A crise, a recessão e os constantes aumentos dos preços acentuam cada vez mais as dificuldades existentes.
Todos verbalizamos as nossas indignações e lamentos. Estamos submersos numa ideia de crise mundial inevitável o que nos serve de desculpa para todas as nossas ações ou a ausência delas.
Adotamos esta ideias de um presente falhado e
nada fazemos para contrariar este facto.
Vivemos iludidos na ideia de um futuro melhor, esperando algo que ninguém sabe bem o que é. Cedemos a medos e a facilidades, mas onde ficam os nossos sonhos? As nossas ambições? É assim que vamos viver?
Sucumbimos a receios estúpidos e não lutamos pelo que realmente queremos, e o que nos faz feliz, por aquilo que sonhamos, só porque nos parece inatingível, caindo na mentalidade de fatal destino.
É nesta sociedade que queres estar inserido? Dá vida a tua existência. Recria o teu mundo!

setembro162012
Sou humilde, porque na minha visão cinzenta, não me revejo na hipocrisia da igualdade. 
Na consciência, a humildade encontra valor. E o que será a humildade mais? (…) do que as palavras sinceras da nossa consciência?
Pois, por vezes ser MELHOR é mais humilde do que a disfarçada IGUALDADE.

Sou humilde, porque na minha visão cinzenta, não me revejo na hipocrisia da igualdade.
Na consciência, a humildade encontra valor. E o que será a humildade mais? (…) do que as palavras sinceras da nossa consciência?
Pois, por vezes ser MELHOR é mais humilde do que a disfarçada IGUALDADE.

agosto202012
Para onde levas a minha sanidade?
Nem isto, nem aquilo, nem o talvez faz sentido.
Debato-me numa batalha intelectualmente superior.
No meu tão próprio e vulgar pendor.

E depois, o que é certo depende da tendência.
E o errado divaga pela emoção
Encontramos a arte nas portas da emergência. 
E o mundo estereotipado de perfeição. 

E nela, o humano sente-se bem, 
Liberto de afáveis fraquezas.
Guarnecido com os poderes do além.

E se a dúvida é se ela existe?
Eu, convictamente, digo que sim.
De triste presente, encontra no passado amargurado fim.

Num tempo de sonho, 
Que não tem espaço na memória.
Fica somente na lembrança a leviana glória.
A ilusão que foi necessária para um dia se escrever história.

Para onde levas a minha sanidade?
Nem isto, nem aquilo, nem o talvez faz sentido.
Debato-me numa batalha intelectualmente superior.
No meu tão próprio e vulgar pendor.

E depois, o que é certo depende da tendência.
E o errado divaga pela emoção
Encontramos a arte nas portas da emergência.
E o mundo estereotipado de perfeição.

E nela, o humano sente-se bem,
Liberto de afáveis fraquezas.
Guarnecido com os poderes do além.

E se a dúvida é se ela existe?
Eu, convictamente, digo que sim.
De triste presente, encontra no passado amargurado fim.

Num tempo de sonho,
Que não tem espaço na memória.
Fica somente na lembrança a leviana glória.
A ilusão que foi necessária para um dia se escrever história.

julho152012
As durezas da vida são as consequências necessárias de quem é especial.
A viver está confinado a escuridão da terra, estar vivo é intemporal. 
Cada ser é tão o quanto especial se, a quando da sua morte, na memória dos outros se imortalize a sua presença.
Pois todo o físico na morte encontra o fim. Mas a alma ilustre, nela inventa a vida!

As durezas da vida são as consequências necessárias de quem é especial.
A viver está confinado a escuridão da terra, estar vivo é intemporal.
Cada ser é tão o quanto especial se, a quando da sua morte, na memória dos outros se imortalize a sua presença.
Pois todo o físico na morte encontra o fim. Mas a alma ilustre, nela inventa a vida!

8AM
Todo o homem é poeta quando está apaixonado.
Não de versos deleitosos ou de palavras aconchegantes.
Poesia, não se resume unicamente a uma forma de arte, é uma forma de viver. 
O único sonho real da não realidade.

Todo o homem é poeta quando está apaixonado.
Não de versos deleitosos ou de palavras aconchegantes.
Poesia, não se resume unicamente a uma forma de arte, é uma forma de viver.
O único sonho real da não realidade.

junho292012
Amar não é sentir! E falar de sentimentos é mentir.

É habitual no amor dizer-se que se age sem pensar e que as nossas ações têm por base o coração em vez do pensamento.
Quando se sente não se pensa!
Porém, na minha experimentada loucura, louco é quem o assim acha.
Seguir o coração em detrimento da razão não implica o abster do pensamento. Porque parar de pensar é irreal. Sentimentos são pensamentos livres de conclusões futuras ou previsões. A razão delimitamos o futuro e cria previsões, os sentimentos são pensamentos atuais, de um real tempo vivenciado ao segundo.
Não é possível materializar o sentir se não existir pensamento, os sentimentos são processamentos cerebrais dos sentidos e das sensações. O sofrer, o rir, a dor, a alegria é tudo pensamentos, e não atos irracionais. Nada é irracional no Homem a não ser a sua loucura e só quem é louco sabe viver.

Amar não é sentir! E falar de sentimentos é mentir.

É habitual no amor dizer-se que se age sem pensar e que as nossas ações têm por base o coração em vez do pensamento.
Quando se sente não se pensa!
Porém, na minha experimentada loucura, louco é quem o assim acha.
Seguir o coração em detrimento da razão não implica o abster do pensamento. Porque parar de pensar é irreal. Sentimentos são pensamentos livres de conclusões futuras ou previsões. A razão delimitamos o futuro e cria previsões, os sentimentos são pensamentos atuais, de um real tempo vivenciado ao segundo.
Não é possível materializar o sentir se não existir pensamento, os sentimentos são processamentos cerebrais dos sentidos e das sensações. O sofrer, o rir, a dor, a alegria é tudo pensamentos, e não atos irracionais. Nada é irracional no Homem a não ser a sua loucura e só quem é louco sabe viver.

11PM
Cogitações

Longas são as noites que reflito na clareira de uma maldita luz que me persegue.
E a pureza é hoje corrompida pela vontade.
Não sei se é de mim, se é do tempo, mas parece que tudo despertou.
Como sábio magno, manipulasse e enfatizasse.
E existe, sim. Essa vontade, não natural mas moderna pelo conhecimento.
Conhecer torna-se um interesse acessório, e hoje a experiencia é precoce e a linguagem oscila entre palavras eruditas das quais não sabemos o significado e uma vertente que nos diz pouco.
As ações são forjadas pelo parecer e a perfeição surge mascarada pelo desejo vaidoso da procura. E todos hoje são atores.
A humanidade ficou presa no dia de ontem e hoje a juventude já tem barbas brancas.
Todavia….
É legítima a evolução biológica, bem como é legítima a minha vontade de escrever, que quase é tão grande como a minha saudade de não o fazer.

Cogitações

Longas são as noites que reflito na clareira de uma maldita luz que me persegue.
E a pureza é hoje corrompida pela vontade.
Não sei se é de mim, se é do tempo, mas parece que tudo despertou.
Como sábio magno, manipulasse e enfatizasse.
E existe, sim. Essa vontade, não natural mas moderna pelo conhecimento.
Conhecer torna-se um interesse acessório, e hoje a experiencia é precoce e a linguagem oscila entre palavras eruditas das quais não sabemos o significado e uma vertente que nos diz pouco.
As ações são forjadas pelo parecer e a perfeição surge mascarada pelo desejo vaidoso da procura. E todos hoje são atores.
A humanidade ficou presa no dia de ontem e hoje a juventude já tem barbas brancas.
Todavia….
É legítima a evolução biológica, bem como é legítima a minha vontade de escrever, que quase é tão grande como a minha saudade de não o fazer.

junho152012
És presente doce e fazes cara a tentação.
És início instintivamente tímido e espontâneo.
Que findas sem aparente razão.
Levas nas tuas garras o nosso triste desânimo
Ficando em longa breve memoria todo um caminho de devoção.

Apresentas-te como ciclo congénito da vida.
E arrancas com arranho um tempo desejado
Crias e recrias.
Fazes e desfazes.
És demónio em terra e deus no céu.
E com teus poderes valorosos.
Raias o mundo de tristes saudosos a alegres curiosos.

És vento que renova, és ciclo que exorta o novo dia e a saudade de ontem.
És minha necessidade involuntária de conhecer,
Que fazes em todos os momentos de vida viver.
És a raiva do sujeito poético aqui presente,
E audácia interrogativa do deste ser demente.

És forma de sentir com tamanho invisível.
E se de nada tudo és….
Ó Vento, porque cedes à insensata vontade?
Se de ti depende toda a humanidade..

És presente doce e fazes cara a tentação.
És início instintivamente tímido e espontâneo.
Que findas sem aparente razão.
Levas nas tuas garras o nosso triste desânimo
Ficando em longa breve memoria todo um caminho de devoção.

Apresentas-te como ciclo congénito da vida.
E arrancas com arranho um tempo desejado
Crias e recrias.
Fazes e desfazes.
És demónio em terra e deus no céu.
E com teus poderes valorosos.
Raias o mundo de tristes saudosos a alegres curiosos.

És vento que renova, és ciclo que exorta o novo dia e a saudade de ontem.
És minha necessidade involuntária de conhecer,
Que fazes em todos os momentos de vida viver.
És a raiva do sujeito poético aqui presente,
E audácia interrogativa do deste ser demente.

És forma de sentir com tamanho invisível.
E se de nada tudo és….
Ó Vento, porque cedes à insensata vontade?
Se de ti depende toda a humanidade..

junho22012
Entrou pelo sossego da noite, num simples suspiro de desabafo, dois passos em frente em pé delicado. Tudo estava tão sereno, tão calmo que qualquer nervo existente apaziguava-se. Dirigiu-se a ela em toque fino de harpa, pegou-lhe na mão e por momentos só acariciou-lha suavemente com as pontas dos dedos trémulos. A sua pele parecia seda. Tomou-lhe também o seu cheiro, cheirava a versos de pessoa, numa estranha essência melancolicamente desconcertante. Inertes, ele fitou-a atentamente. Ela desprendida de maquilhagem esboçava um sorriso sincero e tímido em resposta aos seus olhares… (continua)

Entrou pelo sossego da noite, num simples suspiro de desabafo, dois passos em frente em pé delicado. Tudo estava tão sereno, tão calmo que qualquer nervo existente apaziguava-se. Dirigiu-se a ela em toque fino de harpa, pegou-lhe na mão e por momentos só acariciou-lha suavemente com as pontas dos dedos trémulos. A sua pele parecia seda. Tomou-lhe também o seu cheiro, cheirava a versos de pessoa, numa estranha essência melancolicamente desconcertante. Inertes, ele fitou-a atentamente. Ela desprendida de maquilhagem esboçava um sorriso sincero e tímido em resposta aos seus olhares… (continua)

maio112012
Hoje é moda criar-se pseudoprotótipos de homens, dos seus gestos, das palavras exatas e comportamentos brilhantes.
Cria-se personagens e divulga-se as suas medidas numa busca desmedida pelo celestial.
Partilha-se choros forçados e imagina-se frases de sentido pleonástico sobre a natural vivência das coisas.
Há um sofrimento estupido de querer viver o sofrimento futuro já hoje, e estar preparado para o ultrapassar.
E o fascínio da descoberta devaneia-se num adultério de sentimentos e crescemos tapados numa atitude de imaginário futuro, onde a experiencia do presente fica de lado.

Hoje é moda criar-se pseudoprotótipos de homens, dos seus gestos, das palavras exatas e comportamentos brilhantes.
Cria-se personagens e divulga-se as suas medidas numa busca desmedida pelo celestial.
Partilha-se choros forçados e imagina-se frases de sentido pleonástico sobre a natural vivência das coisas.
Há um sofrimento estupido de querer viver o sofrimento futuro já hoje, e estar preparado para o ultrapassar.
E o fascínio da descoberta devaneia-se num adultério de sentimentos e crescemos tapados numa atitude de imaginário futuro, onde a experiencia do presente fica de lado.

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